sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Um papo com Lutero.



De todos os homens que passaram por esse mundo, um que eu realmente queria ter conhecido era Lutero – aquele cara que ajudou a fazer a Reforma. Gostaria de deixar bem claro que é reforma protestante, Lutero não era um mestre de obras, pedreiro ou coisa assim... Se bem que ele balançou as estruturas no seu tempo.

Gosto do jeitão dele meio fanfarrão, capaz de pegar musica de cabaré e tocar na igreja sem o menor constrangimento. Esse cara era rock! Não eu estou dizendo que Lutero era igual o Roque (ajudante de palco) do Silvio Santos, na verdade estou afirmando que ele tinha atitude.  Coisa rara hoje em dia.

Gosto tanto desse cara que outro dia acabei cochilando e tendo o seguinte sonho:

(A cena se passa na sala da minha casa. Eu estou vendo TV e imerso no seguinte problema: “Pra que alguém compra um horário na TV se não tem conteúdo pra passar?”)

Lutero: E ai meu jovem! O que tem de bom nessa telinha?

Eu: Nada. Estou aqui assistindo o programa desse apóstolo e até agora só aprendi o número da conta da igreja dele.

Lutero:
E qual texto da Bíblia ele comentou?

Eu: Texto da bíblia? Acho que se ele tem um exemplar da Sagrada Escritura deve ter guardado tão bem que nem sabe onde guardou, ou é daqueles que não usa bíblia porque têm a Palavra guardada no coração, essas desculpas que o povo arruma.

Lutero: Mas conta alguma coisa que ele disse pelo menos...

Eu: Passou uns quinze minutos pedindo oferta pra manter o programa no ar, dizendo que é muito caro o custo e tal. Disse que se a gente ajudar e for mantenedor, Deus se alegrará e a gente terá uma vaga no céu e as bênçãos celestiais cairão sobre nós.

Lutero: Ué! Pensei que a venda de indulgências tivesse acabado...

Eu: Que nada! Tá na moda. Acho até que o povo gosta de pagar por uma quitinete no céu! Na verdade paga o valor de uma mansão no fim eles entregam uma quitinete toda cheia de buraco e rachadura em qualquer lugar por aqui mesmo. Quando entregam...

Lutero: Desse jeito vou ter que começar outra reforma...

Eu: Era uma boa mesmo sabia? Porque o deus que eles apresentam não parece nada com o nosso.

Lutero: Como assim?

Eu: O deus deles faz tudo o que eles querem, nunca diz não! É tipo gênio da lâmpada, basta fazer o pedido e esperar, que tudo é entregue no máximo em quinze dias na própria residência com frete incluído!

Lutero: Ah, então eu já sei quem é o deus deles!

Eu: Quem?

Lutero: Papai Noel!

Eu: He! He! He! He!
Só você mesmo Luterão!

(eu desperto do sono e ouço uma música de fundo cantarolando assim... “Estou seguindo a Jesus Cristo...”)

FIM

Igreja Batista Regular da Fé A “IGREJA QUE VAI LONGE”


Uma igreja SUI GENERIS. Há 35 anos fazendo história. A igreja do culto vivo, dos 07 dias e de adoradores 24 horas. PRIORIDADE TRIPLICE: Adoração, Comunhão e Evangelização. TEM FILOSOFIA MINISTERIAL PRÓPRIA, o Pluripastoralismo. UMA IGREJA AUTÔNOMA que atua através de seus múltiplos ministérios, dons e realizações. Ministra através de uma equipe pastoral com uma liderança plural tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. Recebe anualmente por decisões uma média de 125 novos membros.
A “IGREJA QUE VAI LONGE” ganhou o direito de ser ouvida, forma opinião e faz escola. A Igreja da Fé prega e experimenta o crescimento equilibrado: Qualitativo, orgânico e quantitativo. TEM MARCAS: Nova criação em Cristo, responsabilidade, competência, Eficiência e excelência. Tem conceito inédito de membresia: “Uma relação presente com responsabilidade”. PARA SER MEMBRO A PESSOA DEVE SER: Convertida a Cristo. Ter presença ativa. Participar de um ministério especifico. Contribuir fielmente com dízimos & Ofertas. Uma igreja, uma administração, um caixa, um ministério plural, uma equipe pastoral um seminário teológico e um acampamento, um projeto de expansão, Ibrfé-RUMO 2014, etc. São várias  extensões, 14 pastores, 09 templos em 04 cidades, 03 estados e milhares de convertidos.
Quanto aos pastores. A ibrfé dá ajuda de Custo para aqueles que vivem só do ministério. Portanto não há ajuda de custo para pastores com ministério especifico ou parcial como por exemplo: para  pastores que só pregam ou ensinam ou lidera  um ministério especifico.Serão bem vindos todos que voluntariamente querem servir a Deus,exercitando seus dons,sendo submissos as orientações da Igreja.
Quanto às extensões. Elas precisam de pastor para guiar, alimentar, apascentar, confortar, corrigir, construir liderança, equipar os Santos, etc. Cada extensão precisa manter-se por si só financeiramente. E a ajuda de custo de seu pastor ou pastores é da inteira responsabilidade de cada uma. Entendemos que cada grupo de crente tem mais condições do que imagina, desde que cada crente devolva a Deus dízimos e ofertas. Além do mais requer-se de cada crente da Igreja de Fé em toda sua extensão fidelidade  ao Projeto Expansão-Ibrfé-RUMO2014.
 Quando as receitas da Igreja da Fé elas advêm do Dizimos e Ofertas, prática Biblica ensinada e vivida pela liderança, pastores e igreja.
 Quanto a Equipe Pastoral não tem poder de decisão na administração, podendo apenas sugerir. Os pastores devem ministrar cuidar de vida, evangelizar, discipular e apascentar o rebanho. Ensinando todo o conselho de Deus
Quanto à indicação de pastor, ajuda de custo e todas as nuances pertinentes a Equipe Pastoral, quem, quanto, e como, etc. Esta é uma atribuição do Pastor Rinaldo que antes de tomar qualquer decisão faz ampla consulta aos irmãos  e colegas.
A equipe de Fidelização não tem poder de decisão, nem faz juízo de valor, apenas informa e conscientiza a todos sobre a igreja que vai longe, seu modo de ser, os  seus objetivos, prioridades, marcas, filosofia, compromisso, posições biblicas, projetos, etc. E pelo exemplo motiva a fidelidade,pedindo a todos que juntos preservemos a unidade da FÉ Sua expansão e sustento, bem como tornemos nossa igreja conhecida da comunidade onde estamos inseridos, dos que se convertem, chegam de  outras igreja/cidades,etc. A Obra é de Deus.
Nós crentes temos que orar pelos pastores, ser submissos a eles e vendo a fé de cada um e o trabalho que faz imitá-los e tê-los em Máxima consideração.
Pr. Rinaldo Bezerra

CARTAS DE GOSPELLÂNDIA...



Deus, my friend.

A coisa anda muito complicada aqui na Gospellândia, hoje mesmo eu estava andando aqui pertinho de casa e vi na porta de uma igreja a seguinte faixa: “Sexta feira do desmancha trabalhos!”. O que danado é isso? Eu me perguntei.

Já se foi o tempo em que uma igreja colocava faixas do tipo “Jesus te ama e eu também” ou “Deus tem um plano na sua vida!” era brega, clichê eu sei... Mas era mais inocente, algo mais puro sei lá. Fiquei uns 20 minutos (o Senhor viu que eu sei! afinal você tava lá.) lendo aquela frase e tentando entender. 

Pensei em algo assim, a pessoa está desanimada com o trabalho e não sabe como pedir demissão pro chefe. Pronto! Bastaria ir às sextas que o pastor ensinava alguma técnica rápida de demissão, ou a igreja tinha uma equipe que ajudava a vida escolar dos membros tipo uma junta de conselho educacional, onde vários professores analisariam os trabalhos dos alunos desmanchando e auxiliando pra fazer algo melhor. Um trabalho nota dez! Mas a únicas notas que eu vi foram uns bolos de reais nas mãos dos obreiros da empresa... Quer dizer “igreja”.

Podia ser também que lá tivesse um bar ou uma danceteria pra o povo poder “desmanchar” o trabalho e aproveitar a sexta-feira!  Do jeito que as igrejas estão cheias de “mudernagem” eu nem me surpreenderia e acho que nem o Senhor, não é?

E o pior você não sabe! Pensando bem o que é que você num sabe? A igreja vive lotada! Mais lotado que jogo do Flamengo. Tá fazendo sucesso esse mercado de “desmanchar trabalhos”.
Quando eu era mais novo não tinha essas coisas, alias nem precisava de nada disso, a gente ia pra sua “casa” pra aprender mais. Hoje parece que isso não dá mais ibope.

Ih! Tava pensando aqui com meus botões que povo moderno ta querendo é desmanchar o seu trabalho. Ainda que bem o chefe aqui da Gospellândia é você e não eles! Pena que esqueceram.

Assim que der te escrevo de novo contando as novidades.

Te amo

bye

Pai de Santo Gospel - Traz em sete dias a pessoa amada!


Isso mesmo.

Você não está trocando as palavras, nem tampouco enlouqueceu.

A mais nova modalidade de unção neopentecostal é o óleo do amor. Segundo os adeptos desta doutrina, aqueles que usarem do óleo ungido, em sete dias encontrarão o amor. Ora, definitivamente o evangelho de nosso Senhor foi sincretizado, isto porque, as práticas e comportamentos de parte da liderança evangélica não possui nenhuma relação com a sã doutrina, parecendo muito mais um misto de credos e ensinamentos do que qualquer outra coisa que se denomine cristianismo.

Infelizmente a cada dia somos surpreendidos com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade.

As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar
que regressamos aos tenebrosos dias da idade média. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá. Neste contexto, tudo é feito em nome de Deus e pra se conseguir a benção é absolutamente necessário pagar e pagar alto!

Por favor, responda sinceramente:

Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média?

Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje?

O que me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira diante de tanta sandice ainda advoga a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento.
Outra vez lhe pergunto:

Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento?

Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente?

Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa?

Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos?

Que avivamento é esse que relativiza a ética?

Caro leitor, acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos.

Alguma coisa precisa ser feita


Isso mesmo.

Você não está trocando as palavras, nem tampouco enlouqueceu.

A mais nova modalidade de unção neopentecostal é o óleo do amor. Segundo os adeptos desta doutrina, aqueles que usarem do óleo ungido, em sete dias encontrarão o amor. Ora, definitivamente o evangelho de nosso Senhor foi sincretizado, isto porque, as práticas e comportamentos de parte da liderança evangélica não possui nenhuma relação com a sã doutrina, parecendo muito mais um misto de credos e ensinamentos do que qualquer outra coisa que se denomine cristianismo.

Infelizmente a cada dia somos surpreendidos com novos fatos que nos levam a mais profunda perplexidade.

As praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar
que regressamos aos tenebrosos dias da idade média. Nessa perspectiva, as bênçãos de Deus não são frutos de sua maravilhosa graça, mais sim, conseqüências diretas de uma relação baseada na troca ou no toma-lá-dá-cá. Neste contexto, tudo é feito em nome de Deus e pra se conseguir a benção é absolutamente necessário pagar e pagar alto!

Por favor, responda sinceramente:

Qual a diferença da oferta extorquida do povo sofrido nos dias atuais pra venda das indulgências da idade média?

Qual a diferença dos utensílios vendidos no século XVI, para os que comercializados em nossos templos nos dias de hoje?

O que me chama atenção, é que a igreja evangélica brasileira diante de tanta sandice ainda advoga a causa de que estamos vivendo momentos de um genuíno avivamento.
Outra vez lhe pergunto:

Será? Que avivamento é esse, que não produz frutos de arrependimento?

Que avivamento é esse que não muda o comportamento do crente?

Que avivamento é esse que não converte o coração do marido a esposa e vice-versa?

Que avivamento é esse que dicotomiza a relação entre pais e filhos?

Que avivamento é esse que relativiza a ética?

Caro leitor, acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos.

Alguma coisa precisa ser feita
Texto: Renato Vargens

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pare de falar mal dos pastores, o que importa é que eles estão ganhando almas para Cristo.



Volta e meia alguém me escreve ou comenta no meu blog que eu não devo me preocupar em denunciar os ensinos dos falsos profetas, e que o mais importante é que eles estão ganhando almas para Cristo.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? A Bíblia está cheia de textos que nos advertem sobre o surgimento de falsos profetas bem como da multiplicação de falsas doutrinas. Jesus mesmo disse: "Acautelai-vos dos falsos profetas" (Mt 7.15). "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos... operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24.11,24). Cristo avisa claramente sobre um movimento de falsos sinais e maravilhas nos últimos dias, promovido pelos falsos profetas. Paulo compara esses falsos profetas a Janes e Jambres, que se opuseram a Moisés e Arão (2 Tm 3.8) com sinais e maravilhas operados pelo poder de Satanás. Pedro advertiu que assim como houve falsos profetas no tempo do Antigo Testamento, "assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras..." (2 Pe 2.1). O apóstolo João declarou que já em seus dias "muitos falsos profetas têm saído pelo mundo" (1 Jo 4.1).

Isto posto, torna-se impossível fazermos o jogo do contente fingindo que absolutamente nada está acontecendo não é verdade? Por acaso seria correto observarmos uma pessoa caminhando distraidamente em direção a um precipício e ficarmos calados? Claro que não! Da mesma forma não podemos nos eximir diante das aberrações ensinadas pelos adeptos de falsas doutrinas que tem enganado milhares de pessoas em nosso país.

Como bem disse o apóstolo Paulo ao escrever a sua 1ª epístola a Timóteo, nos últimos tempos alguns homens iriam apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, bem como a doutrinas de demônios. (I Tm 4:1)

Diante deste inexorável fato o Apóstolo Paulo orienta a Timóteo a agir firmemente diante do espírito da apostasia.

“CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” II Tm 4.1-3

Quanto a ganhar almas para Cristo, é importante ressaltar que nós crentes em Jesus não ganhamos nada! Somos no máximo servos inúteis usados por Deus para levar a Palavra do Evangelho da Salvação Eterna. Mesmo porque, quem convence o homem do pecado, do juízo e da justiça é o Espírito Santo. A salvação vem de Cristo, por Cristo e para Cristo, nada além disso!

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens

10 Razões porque devo participar da Escola Bíblica Dominical.


1. Por causa do amor a Cristo e sua Palavra. (Jo 14.21)

2. Porque é dever do cristão crescer no conhecimento de Deus através do ensino saudável das Escrituras.

3. Para que não sejamos enredados pelas heresias e desvios doutrinários do nosso tempo. (Mt 22.29)

4. Porque a igreja se desenvolve de forma relacional, comunitária e intelectual através do estudo sistemático da Palavra de Deus.

5. Porque o ensino da Palavra de Deus proporciona a elevação do nível de maturidade da igreja local.

6. Porque a Escola Bíblica Dominical é um excelente meio para evangelização de amigos e familiares.

7. Porque a Escola Bíblica Dominical é um lugar propício para a descoberta, crescimento e capacitação de novos ministérios.

8. Porque a Escola Bíblica Dominical fortalece a família promovendo o entrelaçamento dos relacionamentos familiares.

9. Porque o estudo sistemático da Palavra nos desperta a uma vida de santidade.

10. Porque a Escola Bíblica Dominical é uma profícua fonte de avivamento e despertamento espiritual para a igreja.

Pense nisso!

Renato Vargens

15 Curiosidades que todo mundo quer saber


Suar emagrece?
O suor é liberado na tentativa do organismo em diminuir a temperatura interna do corpo.
Este mecanismo de termoregulação é individual, com maior ou menor perda de água e eletrólitos variando de pessoa para pessoa. Se você sua mais ou menos do que um amigo(a), isso nao quer dizer que este seu “mecanismo” termo-regulador seja melhor ou pior do que o dele(a). O principal fator de emagrecimento é o desequilíbrio calórico “gasto” maior que “ingestão”.

Pode-se beber água durante o exercício?
A água que você perde durante o exercício tem de ser reposta depois ou até mesmo durante o esforço. Se esta água não for reposta, você pode ficar desidratado, podendo ocorrer conseqüências desagradáveis e perda de desempenho. Vale ainda lembrar que a água não tem caloria.

Quando a gente pára com a musculação “cai tudo”?
Você perde seu condicionamento quase tão rápido quanto você o adquire. A musculação, por ser altamente individualizada, atinge os seus objetivos mais rapidamente do que outras atividades, mas por um outro lado você a perde mais rápido também… Se você pára o seu programa de exercícios, seja ele qual for, haverá uma regressão natural do seu condicionamento. Portanto, esta diminuição de condicionamento acontece em TODAS as atividades, mas na musculação você a percebe melhor por ser mais rápida. A recíproca também é verdadeira: nas atividades e programas de exercícios em que você adquire seu condicionamento um mais devagar, você o perde um pouco mais devagar também. Logo, o ideal é você adquirir o seu condicionamento aos poucos para perde-lo mais lentamente. Procure, dentro dos seus objetivos, variar os tipos de aula que você faz e torne a atividade física um hábito, assim como você troca de roupa ou toma banho.

Abdominal” faz perder “barriga”?
Os exercícios de flexão abdominal ajudam, pois eles vão fortalecer a musculatura, mas é interessante você juntar as “abdominais” um exercício aeróbio, com pelo menos 30min e um melhor hábito alimentar. O exercício aeróbio você vai perder calorias e gorduras, esta diminuição de gordura ira ajuda-lo a “definir” a musculatura. E um bom hábito alimentar ira ajuda-lo a evitar uma dilatação maior do abdome, ou mesmo ajuda-lo a diminuir o volume. O ideal é fazer as 3 dicas de uma vez…

O adolescente pode fazer musculação?
Desde que orientado por um bom profissional, não haverá nenhuma problema pois o adolescente realizará exercícios adequados para a sua faixa etária, condicionamento, objetivo, sexo, etc. Porém, competição e cargas máximas são preconizadas somente apartir dos 16 anos. Lesões graves são raras (tanto no adolescente quanto no adulto) e ocorrem no treinamento sem orientação adequada.

A musculação aumenta as varizes?
Causadas, na maioria esmagadora dos casos, pela herança genética, as varizes são formadas a partir da perda de elasticidade das veias dos membros inferiores, dificultando o sangue retornar para o tronco, e mais especificamente, para o coração. Portanto, é recomendado, a realização de exercícios aeróbios para melhorar a circulação sangüínea, e assim, tentar evitar o aumento do número e tamanho das veias varicosas. Este trabalho pode ser realizado na musculação, com um exercício adequado na bicicleta ergométrica. É TOTALMENTE desaconselhável o trabalho de hipertrofia muscular (FORÇA), seja ele realizado na musculação, ginástica, ou com qualquer outro tipo de atividade.

Qual a diferença entre aminoácidos e esteróides anabolizantes?
Os aminoácidos irão formar as proteínas que são importantíssimos na “reconstrução muscular” após os exercícios. Apesar dos seus controversos e duvidosos benefícios, os aminoácidos não podem ser tomados indiscriminadamente, pois podem, entre outros efeitos, causar problemas renais. Por sua vez, os esteróides são hormônios masculinos, que entre seus inúmeros malefícios podem causar atrofia dos testículos, aumento do número de pêlos, câncer no fígado, câncer nos rins, engrossamento da voz, perda da quantidade e qualidade dos espermatozóides, aumento do tamanho do clítoris, etc. Os esteróides por apresentar um numero muito maior de malefícios, só devem ser prescritos por médicos, sendo primordial um controle a risca, pois o corpo humano funciona a base de quantidades ínfimas de hormônios. Já o aminoácido, apesar de algum malefício se ingerido em excesso, pode ser visto como um complemento alimentar, por isso é aconselhável que sua ingestão seja controlada por um nutricionista.

Correr emagrece mais que a bicicleta?
A princípio sim, mas o gasto calórico tambem depende da sua freqüência cardíaca, do tempo de exercício, da velocidade e da carga utilizada.

A musculação é chata?
A musculação com suas repetições e séries sem tempo definido para troca, realmente pode se tornar monótona. Cabe ao aluno, e ao Professor ajuda-lo, se conscientizar de que a musculação é um meio de se atingir algum objetivo. Uma troca de programa, de 8 a 10 semanas, também ajuda.

O alongamento atrapalha no desenvolvimento muscular?
O alongamento serve para melhorar a amplitude/mobilidade articular, relaxar e alongar os músculos, tornando assim, os movimentos mais amplos e eficientes. As duas valências físicas envolvidas, força e flexibilidade, podem perfeitamente ser desenvolvidas no mesmo indivíduo, sem que uma atrapalhe a outra, observe os atletas de ginástica aeróbia e artística.

É preciso aquecer antes de começar a série?
Há um grande aumento dos seus batimentos cardíacos quando você sai da “inércia” para a atividade física. O aquecimento serve, e é quase indispensável, para “avisar” o seu corpo que você vai sair dessa “inércia” e vai começar a fazer uma atividade física mais intensa. Assim diminui-se a probabilidade de contusões. Este aquecimento pode ser com a bicicleta ou com a corrida e uns 3 a 5min já são suficiente. Você ainda pode aquecer no próprio aparelho, executando a primeira série com pouco peso e umas 20 repeticoes. Por outro lado, existe também o “volta a calma”, que é um tipo de aquecimento “ao contrário”, isto é, serve para reduzir os seus batimentos cardíacos mais devagar. O alongamento também é um tipo de “volta calma”.

Todas as séries são iguais? Posso fazer a do meu colega?
As séries são individualizadas e, por mais que possam parecer, são diferentes no número de repetições e/ou na quilagem utilizada. Possuem ainda uma seqüência lógica, que deve ser seguida pelo aluno. Por que fazer a do seu colega se você tem um programa feito especialmente para você?

Posso acrescentar exercícios a minha série?
Como um determinado exercício pode ser prejudicial ao seu caso específico, situação esta que um leigo pode não identificar, SOMENTE o seu professor pode acrescentar exercícios a sua série. Por um outro lado, um exercício que pode estar ajudando o aluno a melhorar de um determinado problema, pode ser retirado da série sem que o aluno perceba a importância dele. Portanto, para qualquer tipo de mudança, consulte seu Professor.

Em quanto tempo devo trocar meu programa de exercicios?
Se você é daqueles alunos que não faltam e se exercitam pelo menos 3 vezes por semana, faça uma reavaliação da seu programa a cada 8 ou 10 semanas.

Se minha série é para emagrecer, por que estou ganhando peso?
Pelo fato, que você pode estar diminuindo seu percentual de gordura e aumentando o seu peso magro (músculos). Como os músculos são mais densos que a gordura, para um mesmo volume corporal, você poderá ter peso maior. Uma segunda hipótese é que você, sentindo mais fome, aumentou sua ingestão calórica, aumentando assim seu peso (em gordura e/ou músculos). Daí a importância do acompanhamento do nutricionista para quem tem um objetivo mais específico de ganhar ou perder peso.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pelos Frutos Conhecereis – Jonathan Edwards (1703 -1758)

 
A prática cristã é o principal sinal pelo qual podemos julgar a sinceridade de cristãos professos. As Escrituras são muito claras sobre isso. "Pelo seus frutos os conhecereis" (Mat 7:16), "Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom, ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore" (Mat. 12:33). Em nenhum lugar Cristo diz: "Conhecereis a árvore por suas folhas e flores. Conhecereis os homens pelo que dizem, pelas histórias que contam de suas experiências, por suas lágrimas e expressões emocionais". Não! "Pelos seus frutos os conhecereis. Pelo fruto se conhece a árvore."

Cristo nos aconselha que procuremos pelos frutos da prática cristã nos outros. Também nos exorta que devemos mostrar esse fruto aos outros em nossas próprias vidas. "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mat. 5:16). Cristo não diz: "Assim brilhe também a vossa luz, exprimindo aos outros seus sentimentos e experiências." É quando os outros vêem nossas boas obras que glorificarão nosso Pai que está nos céus.

O restante do Novo Testamento diz o mesmo. Por exemplo, em Hebreus lemos sobre aqueles que foram iluminados, provaram o dom celestial e assim por diante, e caíram (Heb. 6:4-8). Então, no versículo 9 diz: "Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação." Por que o escritor de Hebreus estava tão confiante que a fé deles era verdadeira e que eles não cairiam? Por causa de sua prática cristã. Vejam o versículo 10: "Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos."

Encontramos o mesmo ensinamento em Tiago. "Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?" (Tg. 2:14). Tiago está nos dizendo que não adianta dizer que temos fé, se não mostrarmos nossa fé pelas boas obras. Tudo o que dizemos será inútil, se não for confirmado pelo que fazemos. Testemunhos pessoais, histórias sobre nossos sentimentos e experiências - tudo inútil sem boas obras e prática cristã.

De fato, isto é bom senso. Todos sabemos que "ações falam mais alto que palavras." Isso se aplica tanto ao domínio espiritual quanto ao natural. Imagine duas pessoas, uma parece andar humildemente perante Deus e os homens, viver uma vida que fala de um coração penitente e contrito; é submissa a Deus na aflição, mansa e gentil para com os outros homens. A outra fala sobre quão humilde é, como se sente condenada pelo pecado, como se prostra no pó perante Deus, etc; não obstante, se comporta como se fosse o cabeça de todos os cristãos da cidade! É mandona, importante perante ela mesma e não suporta crítica. Qual dessas duas dá a melhor demonstração de ser uma verdadeira cristã? Não é falando às pessoas sobre nós mesmos que demonstramos nosso cristianismo. Palavras custam pouco. É pela dispendiosa e desinteressada prática cristã que mostramos a autenticidade de nossa fé.

Estou supondo, é claro, que essa prática cristã existe numa pessoa que diz acreditar na fé cristã, pois o que estamos testando é a sinceridade daqueles que se dizem cristãos. Uma pessoa não pode proclamar-se cristã sem reivindicar certas coisas. Não iríamos - e não deveríamos - aceitar como cristão alguém que negue as doutrinas cristãs essenciais, não importa quão bom e santo ele pareça. Junto com a prática cristã, deve haver uma aceitação das verdades básicas do evangelho. Essas incluem crer que Jesus é o Messias, que morreu para satisfazer a justiça de Deus contra nossos pecados, e outras doutrinas dessa ordem. A prática cristã é a melhor prova da sinceridade e salvação daqueles que dizem acreditar nessas verdades, mas não prova coisa alguma sobre a salvação daqueles que as negam!

Eu só acrescentaria o que já disse antes (Parte dois, capítulo 12), que nenhuma aparência exterior é sinal infalível de conversão. A prática cristã é a melhor evidência que temos de que um cristão professo é um cristão verdadeiro. Leva-nos a acreditar em sua sinceridade e aceitá-lo como irmão em Cristo. Mesmo assim, não é prova cem por cento infalível. Para começar, não podemos ver todo o comportamento manifestado de uma pessoa; muito dele está escondido do mundo. Não podemos ver dentro do coração da pessoa para ver seus motivos. Não podemos estar certos até que ponto pode ir uma pessoa não convertida na aparência exterior de cristianismo. Contudo, se pudéssemos ver toda a prática que a consciência da própria pessoa conhece, poderia então ser um sinal infalível de sua condição de pessoa salva. 

A natureza cega e enganosa do pecado – Jonathan Edwards


O coração humano é cheio de pecado e corrupção; e a corrupção tem um efeito espiritual de cegueira. O pecado sempre carrega um grau de obscuridade. Quanto mais ele prevalece, mais ele obscurece e ilude a mente. Ele nos cega para a realidade que está no nosso próprio coração. Assim, o problema não é, em absoluto, a falta da luz da verdade de Deus. A luz brilha suficientemente ao nosso redor, mas a falha está nos nossos olhos; estão obscurecidos e cegos pela incapacidade mortal que resulta do pecado.

O pecado engana facilmente porque controla a vontade humana, e isso altera o julgamento. Quando a concupiscência prevalece, predispõe a mente para aprová-la. Quando o pecado influencia nossas preferências, ele parece agradável e bom. A mente é naturalmente predisposta a pensar que tudo o que é agradável é correto. Portanto, quando um desejo pecaminoso vence a vontade, também lesa o entendimento. Quanto mais a pessoa anda no pecado, provavelmente, mais a sua mente será obscurecida e cega. Assim é que o pecado assume o controle das pessoas.
Portanto, quando elas não estão conscientes do seu pecado, fica extremamente difícil fazê-las enxergar o erro. Afinal de contas, o mesmo desejo maligno que as levou ao pecado, as cegará. Quanto mais uma pessoa raivosa consente com a malícia ou com a inveja, mais esses pecados cegarão seu entendimento para que ela os aprove. Quanto mais um homem odeia o seu vizinho, mais ele tende a pensar que tem uma boa causa para odiar, e que aquele vizinho é digno de ódio, que merece ser odiado, e que não é seu dever amá-lo. Quanto mais prevalece os desejos de um homem impuro, mais doce e agradável o pecado lhe parecerá, e mais ele tenderá a pensar que não há mal nisso.

Semelhantemente, quanto mais uma pessoa deseja coisas materiais, provavelmente mais pensa que é desculpável por agir assim. Dirá a si mesmo que precisa de certas coisas, e que não pode viver sem elas. Se são necessárias, raciocina ele, não é pecado desejá-las. E as concupiscências do coração podem assim ser justificadas. Quanto mais prevalecem, mais cegam a mente e influenciam o julgamento que as aprova. Por isso, a Bíblia denomina os apetites mundanos de "as concupiscências do engano" (Ef 4.22). Até pessoas piedosas podem por um tempo permanecer cegas e iludidas pela concupiscência, e assim viverem de uma maneira que desagrada a Deus.

A concupiscência também incita a mente carnal a inventar desculpas para as práticas do pecado. A natureza humana é muito sutil quanto se trata de racionalizar o pecado. Alguns são tão devotados às suas maldades que quando a consciência os importuna, torturam a mente a fim de encontrar argumentos que façam com que ela se cale e que os convençam de que procederam licitamente quando pecaram.

O amor a si mesmo também predispõe as pessoas a desculparem o seu pecado. Elas não gostam de se condenar. São naturalmente preconceituosas em seu próprio favor. Procuram bons nomes para denominar suas tendências pecaminosas. Elas as transformam em virtudes — ou no mínimo em tendências inocentes. Rotulam a avareza de "prudência", ou então chamam a ganância de "negócio inteligente". Quando se alegram com as calamidades do próximo, fingem que é porque esperam que isso trará algum bem à pessoa. Se bebem muito, é porque sua constituição física o exige. Se caluniam, ou falam do vizinho, afirmam ser zelosos quanto ao pecado. Se entram numa discussão, dizem ter uma consciência obstinada e consideram sua discórdia mesquinha uma questão de princípios. E assim, encontram bons nomes para todas as formas de mal.

As pessoas têm a tendência de adaptar os seus princípios à sua prática, e não o contrário. Além de permitir que seu comportamento se conforme com a consciência, despenderão uma energia tremenda tentando fazer com que sua consciência se adapte ao seu comportamento.

Como o pecado é tão enganoso, e como temos muito pecado no coração, é difícil julgar nossos próprios caminhos com justiça. Por causa disso, deveríamos fazer um auto-exame diligente e nos preocupar em descobrir se há em nós algum caminho mau. "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado" (Hb 3.12,13).

As pessoas vêem mais facilmente os erros dos outros do que os seus. Quando vêem os outros errarem, imediatamente os condenam — até mesmo enquanto se desculpam pelos mesmos pecados! (cf. Rm 2.1). Todos vemos um argueiro nos olhos dos outros e não a trave nos nossos olhos. "Todo caminho do homem é reto aos próprios olhos" (Pv 21.2). "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jr 17. 9). Não podemos confiar em nosso coração nesta questão. Em vez disso, devemos nos vigiar, interrogar nosso coração cuida¬dosamente, e pedir a Deus que nos sonde completamente. "O que confia no seu próprio coração é insensato" (Pv 28.26).

No que Consiste a Prática Cristã – Jonathan Edwards

 
A prática cristã significa três coisas:
 (i) O verdadeiro cristão dirige todos os aspectos de seu comportamento por regras cristãs.

(ii) Faz do viver santo a maior preocupação de sua vida. É seu trabalho e ocupação sobre todas as outras coisas.

(iii) Persevera nessa ocupação constantemente, até o final de sua vida.

Vamos estabelecer esses três pontos pelas Escrituras.

(i) O verdadeiro cristão procura conformar cada área de sua vida às regras da Palavra de Deus. "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando" (Jo. 15:14). "E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro ... Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo" (I Jo. 3:3,7). "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus" (I Cor. 6:9-10). "Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam" (Gal. 5:19-21).

Esse comprometimento com a obediência total não significa uma mera esquivança negativa das práticas do mal. Significa também obedecer positivamente os mandamentos de Deus. Não podemos dizer que alguém é um verdadeiro cristão somente por não ser um ladrão, mentiroso, blasfemador, bêbado, sexualmente imoral, arrogante, cruel e violento. Também deve ser positivamente temente a Deus, humilde, respeitoso, gentil, pacificador, perdoador, misericordioso e amorável. Sem essas qualidades positivas, não está obedecendo às leis de Cristo.

(ii) O verdadeiro cristão faz do viver santo a principal ocupação de sua vida. O povo de Cristo não só faz boas obras, são zelosos por boas obras (Tito 2:14). Deus não nos chamou para a ociosidade, e sim para trabalhar e labutar para Ele. Todos os verdadeiros cristãos são bons e fiéis soldados de Jesus Cristo (II Tim. 2:3). Lutam o bom combate da fé de modo a apossar-se da vida eterna (I Tim. 6:12). Os que estão numa corrida, todos correm, mas somente um recebe o prêmio; pessoas preguiçosas e negligentes não correm de modo a obter aquele prêmio (I Cor. 9:24). O verdadeiro cristão coloca toda a armadura de Deus, sem a qual não resiste aos dardos inflamados do maligno (Ef. 6:13-17). Esquece as coisas que estão para traz e procura pelas que estão adiante, avançando para a meta, visto ser este o único modo de obter o prêmio do chamado de Deus para o alto, em Cristo Jesus (Fil. 3:13-14). Preguiça em servir a Deus é tão condenável quanto rebelião aberta; o servo preguiçoso é um mau servo e será lançado nas trevas exteriores com os inimigos declarados de Deus (Mat. 25:26, 30).

Isso mostra que um verdadeiro cristão é alguém diligente, fervoroso e comprometido em sua religião. Como é colocado em Hebreus: "Desejamos, porém, continue cada um de nós mostrando até ao fim a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas" (Heb. 6:11-12).

(iii) O verdadeiro cristão persevera em sua obediência a Deus através de todas as dificuldades enfrentadas, até ao fim de sua vida. As Escrituras ensinam de modo completo que a verdadeira fé persevera; vejam, por exemplo, a parábola do semeador (Mat. 13:3-9, 18-23).

O ponto central enfatizado pelas Escrituras na doutrina da perseverança é que o verdadeiro cristão mantém-se acreditando e obedecendo, a despeito dos vários problemas que encontra. Deus permite que esses problemas surjam nas vidas das pessoas que se proclamam cristãos a fim de testar a verdade de sua fé. Então torna--se claro para eles, e muitas vezes para os outros, se realmente estão levando a sério seu relacionamento com Cristo. Esses problemas são às vezes de ordem espiritual, como uma tentação particularmente sedutora. Às vezes as dificuldades são de ordem externa, como os insultos, zombaria e perda de posses a que nosso cristianismo possa nos expor. O sinal do verdadeiro cristão é que ele persevera através desses problemas e dificuldades, mantendo-se leal a Cristo.

Eis alguns textos que relatam o exposto. "Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água, porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso" (Sal. 66:10-12). "Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que os amam" (Tg. 1:12). "Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apoc. 2:10).

Admito que os verdadeiros cristãos podem se tornar espiritualmente frios, cair em tentação e cometer grandes pecados. Entretanto, nunca podem cair tão totalmente que se cansem de Deus e da obediência, e assentar-se num desagrado deliberado pelo cristianismo. Nunca podem adotar um modo de vida no qual outra coisa se jamais importante que Deus. Nunca podem perder inteiramente sua distinção do mundo incrédulo, ou reverter exatamente ao que eram antes de sua conversão. Se esse é o resultado dos problemas num cristão professo, fica demonstrado que nunca foi um verdadeiro convertido! "Eles saíram de nosso meio, entretanto não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos" (I Jo. 2:19).

David Brainerd - Um Coração Quebrantado – Jonathan Edwards


Em algum tempo, no começo do inverno de 1738, agradou a Deus, em um sábado pela manhã, quando eu partia para cumprir meus deveres secretos, dar-me, de repente, um tal senso de meu perigo e da sua ira que fiquei admirado, e logo desapareceram minhas confortáveis disposições anteriores. Diante da visão que tive de meu pecado e vileza, fiquei muito aflito durante todo aquele dia, temendo que a vingança de Deus em breve me alcançaria. Senti-me muito abatido, mantendo-me solitário; cheguei a invejar a felicidade das aves e dos quadrúpedes, pois não estavam sujeitos àquela miséria eterna, como evidentemente eu via que estava sujeito. E assim ia vivendo dia a dia, freqüentemente em grande aflição. As vezes parecia que montanhas obstruíam minhas esperanças de misericórdia e a obra de conversão parecia tão grande que pensei que nunca seria o objeto dela. No entanto, costumava orar, clamar a Deus e realizar outros deveres com grande ardor; assim esperava, por alguns meios, melhorar a minha situação.

Por centenas de vezes renunciei a todas as pretensões de qualquer valor em meus deveres, ao mesmo tempo em que os realizava; e com freqüência confessei a Deus que eu nada merecia pelos melhores deles, a não ser a condenação eterna; ainda assim tinha uma esperança secreta de recomendar-me a Deus mediante os meus deveres religiosos. Quando orava emotivamente e meu coração, em alguma medida, parecia enternecer-se, esperava que, por causa disso, Deus teria piedade de mim. Nessas ocasiões, havia alguma aparência de bondade em minhas orações, e eu parecia estar lamentando pelo pecado. Em alguma medida aventurava-me na misericórdia de Deus em Cristo, como eu pensava, ainda que o pensamento preponderante, o alicerce de minha esperança, era alguma imaginação de bondade em meu enternecimento de coração, no calor de meus afetos e na extraordinária dilatação de minhas orações.

Havia momentos em que a porta me parecia tão estreita que eu via como impossível entrar; mas noutras ocasiões lisonjeava-me, dizendo que não era assim tão difícil, e esperava que, por meio da diligência e da vigilância, acabaria conseguindo. Algumas vezes, depois de muito tempo em devoções e em forte emoção, achava que tinha dado um bom passo na direção do céu e imaginava que Deus fora afetado assim como eu, e ouviria tais sinceros clamores, como eu os chamava. E assim, por várias vezes, quando me retirava para oração secreta, em grande aflição, eu voltava confortado; e desta forma procurava curar a mim mesmo com meus deveres.

Certa ocasião, em fevereiro de 1739, separei um dia para jejum e oração secretos, e passei aquele dia em clamores quase incessantes a Deus, pedindo misericórdia, para que Ele me abrisse os olhos para a malignidade do pecado e para o caminho da vida, por meio de Jesus Cristo. Naquele dia, Deus agradou-se em fazer para mim notáveis descobertas em meu coração. No entanto, continuei confiando na prática dos meus deveres, embora não tivessem nenhuma virtude em si, não havendo neles qualquer relação com a glória de Deus, nem tal princípio em meu coração. Contudo, aprouve a Deus, naquele dia, fazer de meus esforços um meio para mostrar-me, em alguma medida, minha debilidade.

Algumas vezes eu era grandemente encorajado e imaginava que Deus me amava e se agradava de mim, e pensava que em breve estaria completamente reconciliado com Deus. Mas tudo isto estava fundamentado em mera presunção, surgindo da ampliação nos meus deveres, ou do calor das afeições, ou de alguma boa resolução, ou coisas similares. E quando, às vezes, grande aflição começava a surgir baseada na visão da minha vileza e incapacidade de livrar a mim mesmo de um Deus soberano, então costumava adiar a descoberta como algo que não podia suportar. Lembro-me que, certa vez, fui tomado por uma terrível dor de aflição de alma; a idéia de renunciar a mim mesmo, permanecendo nu diante de Deus, despido de toda bondade, foi tão temível para mim que estive pronto a dizer, como Félix disse a Paulo: "Por agora podes retirar-te" (Atos 24.25).

Assim, embora diariamente anelasse por uma maior convicção de pecado, supondo que tinha de perceber mais do meu temível estado para que pudesse remediá-lo, quando as descobertas do meu ímpio coração foram feitas, a visão era tão aterradora, e mostrava-me tão cristalinamente minha exposição à condenação, que não podia suportá-la. Eu constantemente esforçava-me por obter quaisquer qualificações que imaginava que outros obtiveram antes de receberem a Cristo, a fim de recomendar-me ao seu favor. De outras vezes, sentia o poder de um coração empedernido e supunha que o mesmo tinha de ser amolecido antes que Cristo me aceitasse; e quando sentia quaisquer enternecimentos de coração, então esperava que daquela vez a obra estivesse quase feita. E, portanto, quando a minha aflição permanecia, eu costumava murmurar contra a maneira como Deus lidava comigo, e pensava que quando outros sentiam seus corações favoravelmente amolecidos, Deus mostrava-lhes sua misericórdia para com eles; mas a minha aflição ainda permanecia.

Às vezes ficava desleixado e preguiçoso, sem quaisquer grandes convicções de pecado, e isso por considerável período de tempo; mas depois de tal período, algumas vezes as convicções me assediavam mais violentamente. Lembro-me de certa noite em particular, quando caminhava solitariamente, que delineou-se diante de mim uma tal visão de meu pecado, que temi que o solo se abrisse debaixo de meus pés e se tornasse a minha sepultura, mandando minha alma rapidamente ao inferno, antes que eu pudesse chegar em casa. Forçado a recolher-me ao leito para que outras pessoas não viessem a descobrir minha aflição de alma, o que eu muito temia, não ousei dormir, pois pensava que seria uma grande maravilha se eu não amanhecesse no inferno. Embora minha aflição às vezes fosse tão grande, todavia eu temia muito a perda de convicções, e de retroceder a um estado de segurança carnal e à minha anterior insensibilidade da ira iminente. Isto fazia-me extramente rigoroso em meu comportamento, temendo entravar a atuação do Santo Espírito de Deus.

Quando, a qualquer momento, eu examinava minhas próprias convicções, julgando-as consideravelmente fortes, acostumei-me a confiar nelas. Mas essa confiança, bem como a esperança de em breve fazer alguns avanços notáveis na direção do meu livramento, tranquilizava minha mente e logo tornava-me insensível e remisso. Mas de novo, quando notava que as minhas convicções estavam fenecendo, julgando que estavam prestes a abandonar-me, imediatamente me alarmava e afligia. Algumas vezes esperava dar uma larga passada, avançando muito na direção da conversão, por meio de alguma oportunidade ou meio particular que tinha em vista.

Os muitos desapontamentos, as grandes aflições e perplexidades que experimentei deixavam-me em uma horrenda disposição de conflito com o Todo-Poderoso; e com veemência e hostilidade interiores achava falhas em suas maneiras de tratar com a humanidade. Meu coração iníquo por muitas vezes desejava algum outro caminho de salvação que não fosse por Jesus Cristo. Tal como um mar tempestuoso, com meus pensamentos confusos, eu costumava planejar maneiras de escapar da ira de Deus por alguns outros meios. Eu traçava projetos estranhos, repletos de ateísmo, planejando desapontar os desígnios e decretos divinos a meu respeito ou de escapar de sua atenção e ocultar-me dEle.

Mas ao refletir vi que estes projetos eram vãos e não me serviriam, e que eu nada poderia criar para meu próprio alívio; isso jogava minha mente na mais horrenda atitude, desejando que Deus não existisse, ou desejando que houvesse algum outro deus que pudesse controlá-Lo. Tais pensamentos e desejos eram as inclinações secretas do meu coração, por muitas vezes atuando antes que pudesse dar-me conta delas. Infelizmente, porém, elas eram minhas, embora ficasse aterrorizado quando meditava a respeito delas. E quando refletia, afligia-me pensar que meu coração estivesse tão cheio de inimizade contra Deus; e estremecia, temendo que sua vingança subitamente caísse sobre mim.

Antes costumava imaginar que meu coração não era tão mau quanto as Escrituras e alguns outros livros o descreviam. Algumas vezes, esforçava-me dolorosamente para moldar uma boa disposição, uma disposição humilde e submissa; e esperava houvesse alguma bondade em mim. Mas, de súbito, a idéia da rigidez da lei ou da soberania de Deus irritava tanto a corrupção do meu coração, o qual eu tanto vigiara e esperava ter trazido à uma boa disposição, que tal corrupção rompia todas as algemas, e explodia por todos os lados, como dilúvios de águas quando desmoronam uma represa.

Sensível à necessidade de profunda humilhação a fim de ter uma aproximação salvadora, empenhava-me por produzir em meu próprio coração as convicções exigidas por tal humilhação, como, por exemplo, a convicção de que Deus seria justo se me rejeitasse para sempre, e que se Ele concedesse misericórdia a mim, seria pura graça, embora primeiro eu tivesse de estar aflito por muitos anos e muito atarefado em meu dever, e que Deus de modo algum estava obrigado a ter piedade de mim, por todas as minhas obras, clamores e lágrimas passadas.

Eu me esforçava ao máximo para trazer-me a uma firme crença nessas coisas e a um assentimento delas de todo o coração. E esperava que agora eu estaria livre de mim mesmo, verdadeiramente humilhado, e prostrado diante da soberania divina. Estava inclinado a dizer a Deus, em minhas orações, que agora tinha exatamente essas disposições de alma que Ele requeria, com base nas quais Ele mostrara misericórdia para com outros, e alicerçado nisto implorar e pleitear misericórdia para mim. Porém, quando não achava alívio e continuava oprimido pelo pecado e pelos temores da ira, minha alma entrava em tumulto, e meu coração rebelava-se contra Deus, como se Ele estivesse me tratando duramente.

Mas então minha consciência insurgia-se, fazendo-me lembrar de minha última confissão a Deus de que Ele era justo ao me condenar. E isso, dando-me uma boa visão da maldade de meu coração, jogava-me novamente em aflição; desejava ter vigiado mais de perto meu coração, impedindo-o de rebelar-se contra a maneira como Deus estava me tratando. E até mesmo chegava a desejar não ter pedido misericórdia com base em minha humilhação, porque, desse modo, perdera toda a minha aparente bondade. Assim, por muitas vezes inutilmente imaginava que estava humilhado e preparado para a misericórdia salvadora.

Morrer é Grande Lucro Cinco Razões para Isto

Para toda pessoa melancólica, que pensa de maneira patológica sobre a morte, existem provavelmente milhões de pessoas que não pensam muito a respeito dela. Quando Moisés contemplou a brevidade da vida, ele orou: “Ensina-nos a contar os nossos dias” (Sl 90.12). É bom pensarmos na morte. Devemos viver bem para que morramos bem. Parte do viver bem inclui o aprendermos por que a morte é lucro.

Nesta meditação, oferecemos cinco razões, mas elas representam apenas um pouco das glórias. Por exemplo, elas não contemplam a grande glória da ressurreição; mas, embora fiquem aquém daquele grande Dia, existe o suficiente para nos deixar sem fôlego e dizer, como Paulo:

Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.


1. No momento da morte, os crentes serão aperfeiçoados.

Não haverá mais pecado em nós. Acabaremos com a luta interior e com os desapontamentos de ofender o Senhor, que nos amou e a Si mesmo se entregou por nós.

“Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.22-23).


2. No momento da morte, seremos libertos do sofrimento deste mundo.

Ainda não desfrutaremos da alegria da ressurreição, mas teremos o gozo de ser livres do sofrimento. Jesus contou a história de Lázaro e o rico para mostrar a grande reversão que ocorre na morte: “Então, [o rico] clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos” (Lc 16.24-25).


3. No momento da morte, ganharemos profundo descanso em nossa alma.

Haverá uma serenidade sob o olhar e o cuidado de Deus que ultrapassa qualquer coisa que já conhecemos neste mundo, no mais brando entardecer de verão, ao lado do mais pacífico lago, em nossos momentos mais felizes.

“Vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo” (Ap 6.9-11).


4. No momento da morte, experimentaremos um profundo senso de estar em casa.

Toda a raça humana, mesmo sem perceber, sente muita falta de Deus. Quando formos ao lar, para viver com Cristo, haverá um contentamento que excede qualquer senso de segurança e paz que conhecemos. “Estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2 Co 5.8).


5. No momento da morte, estaremos com Cristo.

Cristo é a pessoa mais maravilhosa que qualquer outra na terra. Ele é mais sábio, mais forte e mais amável do que qualquer pessoa com quem nos alegramos em passar tempo. Cristo é sempre interessante. Ele sabe exatamente o que fazer e o que dizer, em cada momento, para tornar os seus amigos tão felizes quanto puderem ser. Cristo transborda amor e infinita percepção a respeito de como usar seu amor para fazer que os seus sintam-se amados. Por isso, Paulo disse: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.21-23).


Com estas cinco razões para considerarmos a morte como lucro, vimos apenas a superfície da maravilha. Existe mais — muito mais.



Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.

Copyright: © Editora FIEL

A história de uma prostituta que foi salva por Cristo.


Conta a história que uma prostituta tinha decidido se suicidar. Determinada ela se dirigiu a Ponte de Blackfriars, com o intuito de se jogar no rio Tamises. Entretanto, o caminho escolhido a levou a passar em frente à Capela de New Park Street. Sentido-se atraída pelo que acontecia no interior da igreja, decidiu entrar por uns momentos. No Templo estava pregando Charles H. Spurgeon o qual dissertava sobre o texto: “Vêem esta mulher?” Naquele instante enquanto falava do Evangelho a respeito de uma mulher de uma antiga cidade, que era notória pecadora, a qual descreveu regando os pés de Jesus com suas lágrimas e enxugando-os com seus cabelos, Spurgeon afirmara com autoridade que Jesus a perdoara por amor. Tendo ouvido isto e pensando em sua própria vida, a suicida em potencial, se arrependeu de seus pecados encontrando em Cristo paz e alegria para sua alma cansada.

Que maravilha é o amor de Deus para com os seus eleitos! Quão linda é a doutrina da eleição! Que verdade gloriosa! Aquela mulher que outrora estava morta em seus delitos e pecados fora encontrada pelo Senhor da vida, mudando definitivamente sua  história! Que verdade inquestionável! Nosso Deus por sua misericórdia e amor soberanamente escolheu salvar  aquela que era escrava de Satanás, libertando-a do pecado e da morte.

Caro leitor, a salvação é obra divina. Somente por Cristo e para Cristo o homem pode ser salvo. A salvação não depende em nada do homem, ela é monergística. A salvação é uma benção redentora adquirida por Cristo para aqueles que o Pai lhe deu (1 Pedro 1:3; João 6:37-39). Ela comunica aquele poder na alma caída pela qual a pessoa que deve ser salva é eficazmente capacitada a responder ao chamado do evangelho (João 1:13). Ela é aquele poder sobrenatural de Deus somente pelo qual nos é concedida a capacidade espiritual para cumprir as condições do pacto da graça; isto é, para apreender o Redentor por uma fé viva, para se achegar aos termos da salvação, se arrepender dos ídolos e amar a Deus e o Mediador supremamente. O Espírito Santo, ao vivificar a alma, misericordiosamente capacita e inclina o eleito de Deus ao exercício espiritual da fé em Jesus Cristo. Este processo é o meio pelo qual o Espírito nos traz à viva união com Ele.(1)

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça. (Ef 1:3-7)

“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Tessaloninceses 2:13-14).


“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11 : 33-36)

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A guerra “santa” de Malafaia e Edir Macedo: Mais sujeira e baixaria na TV

 
 
Por Leonardo Gonçalves

Malafaia é um cara excêntrico. Em 1995, quando a AEVB - Associação Evangélica Brasileira, negou à Igreja Universal do Reino de Deus o direito de pertencer ao seu rol de associados, o pastor se converteu no maior defensor de Edir Macedo e seus confrades. Não deixou, porém, de denunciar os abusos e desmandos dos teólogos da prosperidade, no que concordo plenamente com ele. A pergunta é: Como alguém pode defender a IURD e Edir Macedo, e ao mesmo tempo ser contra a Teologia da Prosperidade? Segundo Caio Fábio, a explicação é simples: Edir Macedo pagou 40 mil dólares mensais para que o apologista pentecostal pudesse defendê-lo dos seus algozes da AEVB. Até hoje, ninguém comprovou o fato, mas também ninguém – nem o próprio Silas – o desmentiu. Vai saber...

Não passou muito tempo e o pragmatismo tomou conta do pastor Malafaia. Possuidor de uma memória invejável, o pastor passou a sistematizar versículos que corroborem a antes combatida teologia de mamom, e a defendê-la ele mesmo. Aquilo que fora negado com tal veemência no passado passou a ser o carro chefe do seu ministério. Quinze anos depois, lá estava Malafaia na TV, ao lado de Morris Cerrulo, simulando uma profecia na qual Deus pedia uma “semente” de 900 reais para a Associação Vitória em Cristo. Em troca, o fiel receberia a “Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira”, uma espécie de bíblia de Judas que ensina como ficar rico vendendo a verdade e a honra, e a unção financeira dos últimos dias, que desencadearia incontáveis bênçãos financeiras sobre o ofertante à partir de janeiro de 2010.

Novas campanhas financeiras surgiram, como a do trízimo, a dos 1000 reais em que o fiel recebia de “brinde” a salvação de toda a sua família (barbárie tal que não se tem notícia nem nos tempos das indulgencias católicas), e a dos 610 reais, batizada pela Vera Siqueira de xepa gospel. Quando algum blogueiro questionava os novos rumos da velha raposa, era chamado de recalcado e crítico que não produz nada. E assim, vendendo o evangelho e contrariando tudo o que pregara ao longo do seu ministério, Silas se transformava em uma metamorfose ambulante, e cada vez mais se parecia ao velho compadre, Edir Macedo.

Mas quando o assunto é grana, o terreno fica estreito. “Amigos, amigos; negócios à parte” parece ser o lema de alguns pastores televisivos, e a corrida presidencial foi o estopim que desencadeou a briga entre os dois arautos do evangelho da barganha. Por um lado estava Macedo, defendendo os interesses do PT, do qual – segundo Silas Malafaia – se beneficiava financeiramente (Cogita-se inclusive que o tal vídeo de Macedo defendendo o aborto seja parte de sua estratégia política de apoiar Dilma Rousseff). Do outro, o próprio Malafaia, que após o papo furado de que Marina é pró-aborto, apoiou o candidato tucano. Na verdade, Silas percebeu que Marina não chegaria ao segundo turno e migrou para José Serra, o qual se for eleito poderá “abençoar” o pastor com a concessão de uma emissora de TV. Macedo, no entanto, não acredita que Silas esteja somente “semeando” para o futuro, e chega a insinuar em seu blog que Silas estaria recebendo algo em troca aqui mesmo no presente. Uma vez que já foi comprovada a “generosidade” de José Serra para com os evangélicos, eu de nada duvido.

Macedo foi o primeiro a lançar as farpas. No dia 16 de outubro o bispo da IURD publicou um texto em seu blog pessoal, com o título: “cuidado com o profeta velho”, no qual acusava Silas Malafaia de ser um falso profeta e de estar confundindo os eleitores cristãos. Silas, pavio curto que é, não deixou por menos e gastou mais de 20 minutos do seu programa para rebater Edir Macedo. E foi assim que os dois velhos compadres, os quais comeram no mesmo prato em tempos remotos, se transformaram em rivais. E como costuma ser sempre, “em briga de elefantes, quem sofre é formiga”, isto é, na guerra de ódio destes telepastores, quem sofre são os crentes, que não sabem de que lado se posicionar. E eu, como não devo nada nem a um e nem ao outro, não tenho nenhum receio em dizer: Silas não crê no PSDB mais que Macedo crê no PT. Ambos crêem em vantagens, concessões, dinheiro, maracutaias em nome de Deus, e em uma versão de evangelho sofrível, capaz de escandalizar Judas, Alexandre Latoeiro, Demas e Barrabás.


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Postou Leonardo Gonçalves, que não acredita em messianismo político nem em campanha feita por pastor malandro que vende o evangelho, no Púlpito Cristão.